Notícia
Gisele Bicaletto
- Publicado em
07-10-2026
09:00
Pesquisa cria escala para mensurar Carga Familiar Invisível
Uma pesquisa de doutorado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSCar, pretende criar uma escala para medir a Carga Familiar Invisível, que se refere às tarefas familiares relacionadas ao gerenciamento, planejamento e cuidado emocional da rotina familiar e seus indivíduos. O projeto convida voluntários de qualquer região do Brasil para responder um questionário online - podem ser homens ou mulheres, a partir de 18 anos, que morem com seus parceiros e/ou tenham, ao menos, um filho de até 12 anos.
O estudo é conduzido pela pesquisadora Maria Alice Centanin Bertho, sob orientação de Sabrina Mazo D'Affonseca, docente do Departamento de Psicologia da UFSCar, no âmbito do Laboratório de Análise e Prevenção da Violência (LAPREV) da Instituição. De acordo com a doutoranda, a Carga Familiar Invisível é desempenhada principalmente por mulheres, o que resulta em uma sobrecarga que as pesquisas têm relacionado a prejuízos à saúde mental, carreira e relação conjugal. "Investigar esse fenômeno é importante para o reconhecimento dessas funções como uma forma de trabalho doméstico que tende a ficar invisibilizada na rotina familiar", destaca.
Ela aponta que, no Brasil, as pesquisas sobre o tema são escassas, e não há uma medida válida que seja capaz de mensurar a Carga Familiar Invisível. "Uma escala validada permite que o fenômeno seja mensurado e, por consequência, investigado em maior profundidade. A escala, intitulada de ReveLar, poderá ser utilizada para fins de pesquisa e por profissionais da saúde para investigar queixas relacionadas à demandas familiares", acrescenta Maria Alice Bertho, reforçando o ineditismo da escala proposta pela pesquisa e a inexistência de dados publicados sobre a Carga Familiar Invisível no contexto brasileiro.
Bertho expõe que identificar e reconhecer os trabalhos que envolvem os cuidados com a família e com o lar é o primeiro passo para buscar ações que intervenham nesse cenário, como políticas públicas de apoio parental, equilíbrio entre vida e trabalho e promoção da igualdade de gênero. "É importante para o reconhecimento dessas funções como parte do trabalho doméstico. Ser total, ou majoritariamente, responsável por essas funções demanda recursos de quem as executa, como tempo, atenção e energia. Por isso, há consequências à saúde mental e à vida profissional e pessoal", detalha.
Para realizar o estudo, são convidadas pessoas, a partir de 18 anos, de qualquer parte do Brasil, que estejam em um relacionamento com coabitação e/ou tenham pelo menos um filho de até 12 anos de idade. A participação consiste apenas em responder a este questionário eletrônico. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail escala.revelar@gmail.com e acompanhadas pelo Instagram (@escala.revelar) Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 83290424.2.0000.5504).
O estudo é conduzido pela pesquisadora Maria Alice Centanin Bertho, sob orientação de Sabrina Mazo D'Affonseca, docente do Departamento de Psicologia da UFSCar, no âmbito do Laboratório de Análise e Prevenção da Violência (LAPREV) da Instituição. De acordo com a doutoranda, a Carga Familiar Invisível é desempenhada principalmente por mulheres, o que resulta em uma sobrecarga que as pesquisas têm relacionado a prejuízos à saúde mental, carreira e relação conjugal. "Investigar esse fenômeno é importante para o reconhecimento dessas funções como uma forma de trabalho doméstico que tende a ficar invisibilizada na rotina familiar", destaca.
Ela aponta que, no Brasil, as pesquisas sobre o tema são escassas, e não há uma medida válida que seja capaz de mensurar a Carga Familiar Invisível. "Uma escala validada permite que o fenômeno seja mensurado e, por consequência, investigado em maior profundidade. A escala, intitulada de ReveLar, poderá ser utilizada para fins de pesquisa e por profissionais da saúde para investigar queixas relacionadas à demandas familiares", acrescenta Maria Alice Bertho, reforçando o ineditismo da escala proposta pela pesquisa e a inexistência de dados publicados sobre a Carga Familiar Invisível no contexto brasileiro.
Bertho expõe que identificar e reconhecer os trabalhos que envolvem os cuidados com a família e com o lar é o primeiro passo para buscar ações que intervenham nesse cenário, como políticas públicas de apoio parental, equilíbrio entre vida e trabalho e promoção da igualdade de gênero. "É importante para o reconhecimento dessas funções como parte do trabalho doméstico. Ser total, ou majoritariamente, responsável por essas funções demanda recursos de quem as executa, como tempo, atenção e energia. Por isso, há consequências à saúde mental e à vida profissional e pessoal", detalha.
Para realizar o estudo, são convidadas pessoas, a partir de 18 anos, de qualquer parte do Brasil, que estejam em um relacionamento com coabitação e/ou tenham pelo menos um filho de até 12 anos de idade. A participação consiste apenas em responder a este questionário eletrônico. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail escala.revelar@gmail.com e acompanhadas pelo Instagram (@escala.revelar) Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 83290424.2.0000.5504).